quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Edimburgo

Quando planejamos a viagem para Edimburgo pensamos em ficar por lá apenas 3 dias, já que, segundo rumores, a cidade não tem muito a oferecer além do Castelo. Porém o que vimos por lá foi muito mais do que o Castelo. A cidade toda é muito interessante, com um humor muito peculiar e muitas atividades a qualquer hora do dia ou da noite. As dezenas de vielas e ladeiras escuras e muito estreitas guardam segredos seculares e muitas histórias de drama, terror e mesmo fantasias com fantasmas que, segundo os mitos locais, são verdadeiros e atraem um grande número de turistas à cidade. A arquitetura da cidade também é muito interessante, com muitos prédios históricos, algumas igrejas bonitas e, obviamente, um grande castelo medieval muito bem preservado até os dias de hoje.

Destacamos aqui três lugares muito interessantes para se visitar em Edimburgo (mas gostaríamos de lembrar que existem outros atrativos também muito legais): 1) o Castelo de Edimburgo, 2) a Catedral de St. Giles, e 3) O trono de Arthur.






1) O Castelo de Edimburgo é uma fortaleza medieval muito imponente que se destaca no coração da cidade, sobre uma grande rocha chamada Castle Rock de origem vulcânica (na verdade ,segundo geólogos, já foi um vulcão ativo), mas atualmente 'apenas' um suporte para o castelo. Os primeiros sinais de ocupação humana nesse sítio datam do século 9 antes de Cristo. Como símbolo da realeza e moradia real, foi fundado no século 12 e continuou a ser utilizado como residência real até a junção das coroas em 1603, quando a Escócia se uniu à Inglaterra, marcando a ascensão de James IV, Rei da Escócia, ao trono da Inglaterra.

Por ser uma das mais importantes fortalezas do reino da Escócia, o castelo foi alvo de diversos conflitos, sendo atacado, invadido e conquistado, assim como reconquistado, diversas vezes. Apenas alguns dos prédios atuais foram construídos antes do século 16, quando muitas das fortificações medievais foram destruídas por artilharia e bombardeios em uma das grandes batalhas em que o castelo foi o alvo principal. Dentre as edificações que ainda resistem estão a Capela de St. Margaret (construída no século 12), o Palácio Real e o Grande Salão (construído no início do século 16).

Já ao final do século 17 o castelo foi transformado em uma base militar. Atualmente o castelo é considerado a segunda atração mais visitada na Escócia, possui  muitas atividades e é palco de muitos eventos e festivais, sem contar os diversos museus localizados no seu interior.

Dentre todas as atrações que você poderá ver no castelo, uma delas nos impressionou muito: o Memorial da Guerra, um prédio que guarda muita história, objetos e símbolos em homenagem aos homens e mulheres que morreram em nome da Escócia na Primeira Guerra Mundial. Quanto à sua origem, foi inicialmente uma igreja medieval (St. Mary's Church), transformada em armazém de armas em 1540. Em 1755 foi demolido para a construção de alojamentos para os soldados,  finalmente desocupado em 1923, e então adaptado para que pudesse abrigar  o atual Museu Nacional da Guerra.

O Museu foi oficialmente inaugurado em 14 de julho de 1927. Tudo dentro desse Museu é fantástico. Esculturas, pinturas, inscrições, símbolos e brasões. Porém, não é permitido fotografar.  Por mais que pareça irônico, a sensação de paz é imensa, mesmo  se tratando de um museu que foi construído para lembrar a guerra. Ok, ok, não foi construído para lembrar a guerra, mas sim para homenagear os que lutaram nas guerras em nome da Escócia. Ainda assim, não há como não pensar em guerra ou  violência enquanto se visita esse local. Engraçado isso, pois mesmo pensando em todas as atrocidades que ocorreram durante as batalhas, a melhor maneira de descrever a sensação dentro desse prédio é paz. Os funcionários encarregados de cuidar do local são muito atenciosos e bem informados. Pedimos explicações sobre algumas obras e a senhora que nos atendeu contou-nos um pouco da história do local. A Thaís chegou a ficar emocionada. Quem a conhece sabe que ela chora à toa, mas neste caso realmente não foi exagero. Ah, nem tente tirar fotos, pois esses mesmos funcionários atenciosos estão sempre atentos e, como em todo Reino Unido, zelam para que as regras sejam cumpridas à risca. Chegaram a retirar do local um grupo de turistas que estava fazendo bagunça, tocando nos objetos e fotografando.


2) St Giles' Cathedral






A Catedral foi fundada no início do século 12, por volta de 1120 --- não tenho certeza da data exata :'( --- na praça do Parlamento e em meio à tão famosa Royal Mile, praticamente no meio do caminho entre o Castelo de Edimburgo e o Palácio de Holyroodhouse. No século 16 a catedral  sofreu grandes mudanças, quando John Knox instaurou a Reforma Religiosa da Escócia dando início ao Presbiterianismo. Knox foi ministro da igreja entre os anos de 1559 e 1572. A catedral teve importante papel não só religioso, mas também como centro político de Edimburgo durante a idade média.

Em 1385 a igreja foi incendiada, sendo reconstruída nos anos seguintes. Assim, muito do interior da igreja atual , inclusive as diversas capelas,  foram construídas ao longo dos últimos 6 séculos , fazendo com que, tanto a arquitetura da igreja como o seu tamanho, sofressem alterações significativas.

São muitas as capelas no entanto uma delas nos chamou mais atenção. Não por ser maior, mais bonita, mais clara ou mais escura, ou mesmo por ter aspectos arquitetônicos diferenciados. Nada disso, foi pela importância histórica e pelo que ela representa ao povo escocês. Situada no canto direito ao fundo da nave  (área central de uma igreja onde se reúnem os fiéis para assistirem a missa), guardada por uma antessala escura, com teto decorado com brasões e diversas pequenas esculturas em formato de flores e folhas, murais de pedra nos quais estão inscritos os nomes de ilustres personagens que marcam a história da igreja, como Príncipe Albert, Rei George IV e Rainha Victoria. Ao fundo dessa antessala há uma outra entrada guardada por quatro pequenos anjos, a qual dá acesso à Capela da Ordem de Thistle, uma ordem da Cavalaria da Escócia, comandada por ninguém menos que a Rainha. Esta é a capela da mais antiga ordem de cavaleiros e nobres da Escócia. É pequena, mas imponente, com muitos detalhes e símbolos que representam as famílias de cavaleiros que tiveram a honra de compor a Ordem de Thistle, a qual foi criada em 1687 por James VII e consiste de apenas 16 cavaleiros, os quais são escolhidos pela rainha e são, normalmente, escoceses que fizeram significativas contribuições para o país. Ainda hoje, os cavaleiros se reúnem com a rainha nessa capela em algumas datas importantes todos os anos, como nos antigos tempos medievais, e ali cultuam não só Deus e santos, como também a rainha.

3) O trono de Arthur






Para não faltar um pouco de esporte durante uma visita à Escócia, decidimos fazer uma pequena caminhada vulcão a acima, digo, morro acima. Situado no Holyrood Park, está mais um vulcão extinto, ao qual os escoceses deram o nome de Arthur's Seat, ou Trono de Arthur. São apenas 250 metros de altitude, mas com inúmeras trilhas que levam ao topo. Algumas dessas trilhas são relativamente simples enquanto outras são bem mais complicadas. Nós subimos o morro na raça mesmo, sem nenhum guia ou livreto que pudesse nos indicar a dificuldade das trilhas. Simplesmente subimos a primeira trilha que encontramos. Não estava tão difícil, até que começou a chover mais forte. Ficamos alguns minutos parados na chuva, pois estava um pouco arriscado subir. Depois de uns 20 minutos a chuva nos deu uma trégua, e apesar dos conselhos que recebemos (para não subir) de algumas pessoas que estavam descendo o morro, decidimos continuar. Já a uns 200 metros de altitude tivemos que trocar de trilha, pois a que estávamos seguindo seria impossível continuar devido à chuva. Bem, mas alguns minutos e lá estávamos nós. No topo do Trono de Arthur. Toda a trilha é muito interessante, com uma vista maravilhosa, mas que não se compara com a vista que tivemos quando chegamos ao topo. Realmente vale a pena subir e ficar por lá alguns minutos. Pude imaginar o que sentem as pessoas que escalam aquelas montanhas enormes. A sensação de liberdade é imensa, parece que se está tocando o céu. Isso porque é um morro de apenas 250 metros, imagine escalar uma montanha de verdade.

Um conselho para quem decidir subir o morro:  não esqueça o casaco, pois o vento lá em cima pode tornar o ambiente bem frio.

Tenho que falar ainda do hostel em que ficamos. Chama-se Budget Backpackers (http://www.budgetbackpackers.com). Recomendo. É limpo, bem localizado, organizado e bem humorado. O símbolo do hostel é um burro. Há vários quadros ao longo dos corredores com o burro em situações engraçadas em vários pontos turísticos do mundo, inclusive no Brasil. A Thais nunca tinha ficado em um hostel e curtiu bastante esse. É bem grande, tem 2 prédios, um de cada lado da rua, com 3 andares cada. Em cada andar tem 1 banheiro feminino, 1 masculino e 1 misto, todos limpos. O banheiro misto tem secador de cabelo (imprescindível para as mulheres mochileiras). Existe também 1 cozinha por andar, sendo que a do 1º andar fica aberta 24 horas. Tem também uma lavanderia com tanque, máquina de lavar e secar (que funcionam com moedas), ferro e tábua de passar roupa. As camas são confortáveis. Há toalha de banho para locação. Na recepção trabalham pessoas bem jovens e simpáticas. Só inglês deles não é muito fácil de entender (segundo a Thaís). Para mim, o que difere é a velocidade com que eles falam e a terminação das palavras, mas nada de assustador como muitos pensam.

Em resumo, Edimburgo é nota 10. O povo (e os turistas também...) é receptivo e festeiro (e põe festeiro nisso!). As pessoas são educadas e normalmente prestativas além de bem amigáveis. Além disso, encontramos dois detalhes importantes, a carne é muito melhor que na Inglaterra e existe uma cerveja escocesa excepcional, chamada ab-blonde, feita pela cervejaria Arran, situada na ilha de Arran, território escocês. Experimente!



Festa na chegada também

Cheguei, tomei café-da-manhã no aeroporto e fui ao meu antigo apartamento, no qual meu antigo quarto agora é ocupado por outro amigo.
Pensei em descansar para poder curtir a noitada paulistana com os amigos, mas não rolou. Ficamos de papo e organizando as atividades do dia como encontrar uma churrascaria, planejar a “Jam Session” e tudo mais.

Escolhemos uma churrascaria que fica do outro lado da cidade, e isso para São Paulo significa uma hora dirigindo quando o trânsito está bom. Para a nossa felicidade o trânsito estava bom :)

Comi muito. Na verdade só parei quando meu estômago deu sinal de jogar a tudo fora por falta de espaço. Fazia tanto tempo que não comia uma boa carne ....

Depois do almoço a famosa modorra. Ô vontade de dormir. Finalmente as 4 da tarde pensei em tirar uma pestana. Durou 15 minutos, pois tivemos que sair para comprar as bebidas para a “Jam Session”.

As 21:00 hs começou a bebedeira com muita música ao vivo no saguão do prédio do Jão. E eu? Eu a 62 horas sem dormir .... digo, com apenas 15 minutos de cochilo. Mas tudo bem, com cerveja e música fica fácil de agüentar.

Saímos para a tão esperada balada. O local: Diquinta em Sampa. Uma casa de samba-rock. Muito loco, bem divertido e alegre. Ritmo genuinamente brasileiro e muitas pessoas com suingue na veia. Ficamos até as 3:30 da madruga com direito a show de dança do Maikon e do Zappa. Mas enfim descobri que não sou de ferro e pedi para galera para irmos para casa.

Chegamos em Moema, pegamos minhas malas e os instrumentos musicais do Zappa e do Maikon e zarpamos para Campinas. Na estrada estava complicado, o sono e a fome apertando. Para chegar em Campinas a salvo o Zappa estava usando uma estratégia estranha mas que funcionou bem. Ele estava  batendo no próprio rosto para ficar acordado e não bater em outro carro.  Uma beleza. Mas enfim, as 7 da manhã em casa. Agora dá para dormir, né? Não! não dá mesmo. Tinha o workshop de samba na Unicamp. O Maikon me inscreveu em 3 das aulas, cada aula de uma hora e meia, e a primeira começou as 9:30 da madrugada!!!!!

Mas é claro que aproveitei as duas horas que tive para dormir, pois já se iam 72 horas com apenas um cochilo. As 9 estava de pé novamente e entre 9:30 e 10:00 lá estava eu na minha primeira aula de dança. Samba no pé mermão! Legal, deu para levar. Aprendi algumas coisas que espero me lembrar da próxima vez que sair com a galera.

As 4 da tarde eu morri. Joguei a toalha. Não agüentava mais ficar em pé e nem mesmo pensar. Fui para casa, mas ao invéz de dormir tive que arrumar as malas. É bom lembrar que o limite de bagagem em vôos comerciais aqui no Brasil, sem pagar excesso de bagagem é de 23 kilos apenas. Eu tinha aproximadamente 62 kg sem contar a bagagem de mão! Fiz o que pude para diminuir e deixar algumas coisas na casa do Maikon. Essa tarefa consumiu muito tempo e não consegui dormir.

As 21 hs o Maikon chegou para me levar ao aeroporto. Em cima do laço. Para ajudar, ele perdeu a entrada do aeroporto e acabamos chegando atrasados. Mas como estamos no Brasil, fila para o check-in, fila para pagamento do excesso de bagagem e vôo atrasado. Ê maravilha. Percebi que estava mesmo no Brasil.

Próximo passo foi esperar o vôo sem cair no sono, ir até Curitiba sem dormir, pois tinha que trocar de avião em Curitiba senão iria parar em Maringá e, então, esperar mais alguns minutos para chegar em Foz do Iguaçu. Quase lá!!!!

Consegui, não dormi e ainda aproveitei para ler uma revista muito legal da Gol. Super entretenimento. Vôo super agradável sem contar o show de aterrissagem do piloto da Gol, nunca vi algo tão ruim. Faz parte.

Cheguei as 2:30 da manhã em casa, meio morto meio vivo, mas cheguei e fui dormir apenas as 4. Foram apenas (aprox.) 92 horas sem dormir direito, mas com direito a 2 horas e 15 minutos de cochilos.

O esforço valeu muito a pena, pois foram duas despedidas com muita cerveja belga e Sambuca, rever os amigos, almoço especial na chegada, “Jam Session” com a galera, mais uma festa a noite paulistana, viagem para Campinas e até aula de samba. Quer mais que isso? Para fechar com chave de ouro, cheguei ao aeroporto e reencontrei minhas três mulheres: minha mãe, irmã e namorada!

Final feliz, cansado, mas muito feliz!


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sorte para viajar

Após tantas horas de sofrimento, angustia e sem dormir (apenas 36 horas sem dormir) pensei que chegaria na poltrona e apagaria durante as 12 horas de vôo até o Brasil. Na realizada eu esperava isso, pois assim que desembarcasse em Guarulhos um amigo estaria me esperando para dar uma carona e depois procurarmos uma boa churrascaria para matar a saudade de carne de verdade. Doce ilusão! Para variar eu esqueci e pedir para a atendente no check-in selecionar uma poltrona do corredor ou da janela e ela foi gentil o suficiente para não fazer sem a minha solicitação. Ou seja, fiquei na poltrona do meio. Até aí tudo bem, o problema foi quando cheguei na poltrona. Estava lá um senhor relativamente grande (para os lados) sentado na poltrona do corredor. Ele ocupava a poltrona dele e metade da minha. Complexo, mas piorou em seguida quando chegou uma rapaz, ou uma moça ou ... tudo bem vai. Não tenho tantos problemas quanto aos homossexuais desde que respeitem o espaço alheio, o que é bem difícil numa poltrona de avião na classe econômica :(

Para resumir as 12 horas de vôo, não consegui dormir pois o rapaz estava com algum problema na bexiga e a cada hora tinha que levantar para ir ao banheiro. Nos momentos que ele não estava me importunando para levantar ele estava praticamente caindo sobre mim "dormindo". Enquanto isso, do outro lado, o senhor tipicamente inglês e com mais de 100 kilos não me dava espaço para controlar o sistema de entretenimento, pois o controle fica no "braço" da poltrona, no qual ele estava apoiando o cotovelo . Isso foi bem divertido, pois a cada 10 minutos ele aumentava ou diminuía o volume do "meu sistema", ou parava o filme, as vezes até colocava na rádio ... coisa de loco! Foi bem divertido eu ter que pedir licença para ele para eu poder escolher o filme ou pedir para ele não aumentar o volume. Muito legal mesmo.

Está aí! eram 36 horas antes do vôo. Mais 12 horas de vôo e o resultado, se a tia Júlia me ensinou direito lá na primeira série, são 48 horas sem dormir, e uma festança me aguardando em Sampa.

Detalhe: dessa vez eu fiquei bem longe do vinho oferecido no vôo por dois motivos, primeiro ainda estava meio bêbado e segundo, não queria ficar mais bêbado como no vôo de ida :)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A volta não poderia ser tão diferente ...

E finalmente chegou o dia de retornar à terrinha, rever a família, a namorada, os amigos e, obviamente, o sol. Opa, sol? Como assim? Todos os dias chove por aqui, está parecendo a Inglaterra com 30 graus a mais. Que isso, já vi o sol sim e já senti os efeitos do verão em Foz do Iguaçu. Verão sim, pois primavera deveria ser amena, não?

Pois bem, o último mês na Inglaterra não foi dos mais "movimentados" ou "aventureiros", talvez pela ansiedade para retornar ou talvez pela infecção nas amídalas eu acabou por quase me matar de fome e sede. Ou ainda devido ao sistema médico da Inglaterra que me fez tomar paracetamol por 10 dias sendo que eu precisava mesmo era de um antibiótico.

Os dias foram passando e eu me preparando para retornar. Claro que antes disso eu tinha muitas tarefas a serem cumpridas. Mas para que falar de coisas chatas ? O que interessa mesmo foram as duas despedidas com os amigos. Na primeira algo mais tranquilo, com um pessoal que não bebe muito. Resultado, não fiquei bêbado e até consegui dormir sem muitos problemas com o mundo que estava em alguns momentos girando em outros nem tanto. Porém no outro dia teria mais uma, e dessa vez o grupo era um pouco diferente. Então com umas cervejas a mais e umas doses de Sambuca, a minha impressão foi de que o motor que faz a terra girar ganhou pelo menos uns 1500 HP.

A noite foi tensa, ou melhor o que restava da noite depois de tomar todas. Para ajudar eu tinha que terminar de arrumas as malas pela manhã e viajar para Londres carregado com duas malas de 32 kilos e uma "mala de mão" que pesava nada menos que 14,5 kg. Obviamente preocupado com essa mala menor, pois o limite de peso para o voo era de 7 kg. Mas tudo bem eu pensei, faço uma cara de que ela está leve, tento disfarçar o cansaço e eles nem vão pedir para pesar. Essa era a minha esperança.

No entanto, ainda faltava muito para chegar a hora do check-in. Até lá foram 5 horas de ônibus até o aeroporto, não por ser longe, mas devido ao trânsito londrino muito semelhante ao de São Paulo. Chegando ao Heathow, foram uns 20 minutos de caminhada com toda a bagagem nas mãos pois não encontrei um carrinho livre para pôr as malas e ficar um pouco mais sossegado. Para ajudar e melhorar o meu humor, vi várias pessoas passando por mim com carrinhos e uma "mala de mão" sobre o mesmo. QUE RAIVA. Enquanto isso, eu parecendo um burro de carga.

Cheguei na estação de trem do aeroporto. Mais alguns minutos no trem para chegar ao terminal 5 e, finalmente, passar pelo check-in. Detalhe, a maquina para fazer o check-in não aceitou meu código de reserva. Pensei: "fudeu!" Com o bilhete e um monte de malas nas mãos, no entanto sem autorização para embarcar. No fim o problema não existia, era apenas um bug qualquer naquela máquina "mardita".

Na hora do check-in veio o outro medo, na verdade dois. Explico: 1) o peso da minha bagagem de mão, apenas o dobro do permitido. Mas essa passou tranquilamente, pois a atendente não verificou o peso; e 2) a companhia aérea que eu viajei é a British Airways, campeã de perda de bagagem. Por que fiquei com medo? Pelo histórico da companhia, mas principalmente pelo fato de que a atendente no check-in despachou uma das minhas malas apenas e me disse para ir em outro lugar no aeroporto para despachar a outra. Parece loucura? Sim, parece. Mas na verdade é neura de inglês. Uma das minhas malas estava com 30 kilos e a outra com 32 Kg. As malas acima de 30 kilos não podem ser despachadas naquele guichê devido ao programa de segurança no trabalho que eles usam com os funcionários. Então tive que levar a mala mais pesada até outro guichê. Isso na minha visão aumentou em vários pontos percentuais as chances da minha bagagem ser extraviada.

Em fim, descanso. A partir daí poderia sentar a apenas esperar pelo horário do voo. Tomando um suco de laranja artificial e comendo Pringles. Que jantar!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Gerenciamento do tempo

Poxa vida, como eu gostaria de aprender a gerenciar o tempo e ser mais eficiente com minhas atividades. Talvez esse seja o desejo de muitos hoje.

Temos tanto trabalho e tantas "tarefas laterais" atualmente que acabamos por esquecer ou mesmo não encontramos um tempinho para as atividades não menos importantes mas não tão urgentes.

Ano passado eu vi algum artigo escrito por algum "físico maluco" (de acordo com os críticos e com a visão dos seres humanos normais) cuja mensagem principal era o encurtamento do tempo. De acordo com o autor dessa teoria, o tempo antigamente "passava" de acordo com uma medida (que não sei explicar!) de 12 alguma coisa, mas atualmente essa medida é de 9 alguma coisa.

Não sei se ele está correto com essa teoria, e também não sei se as pesquisas dele são realmente fidedignas, mas posso afirmar que a sensação de que e o tempo está mais curto é real. Muitas vezes acredito que o dia não tem mais 24 horas, mas algo em torno de 15 apenas.

Sendo assim, penso que precisamos aprender a gerenciar melhor o nosso tempo. Para aprender como fazer isso existem muitos livros, palestras ou vídeos online que podemos utilizar.

Sugiro um vídeo muito bom, de uma palestra ministrada pelo Professor Randy Pausch da Universidade de Carnegie Mellon nos Estados Unidos da América. Basta clicar no link: Time Management