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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Brasil e a civilização

Você acredita que o povo brasileiro é civilizado?

Esse é um tema muito delicado, pois sempre que generalizamos algo nos arriscamos a cometer injustiças. Vou correr esse risco e dizer que não somos um povo civilizado. Precisamos resolver muitos problemas antes de chegarmos perto de sermos um povo civilizado.

Por que estou afirmando isso? Bem, na realidade tenho muitos motivos, mas vou usar apenas um exemplo para tentar me explicar. Usarei o texto publicado no "Blog do Paulo Sant'Ana" entitulado "Bicicletas pelos ares".

O início do texto é o seguinte:
"O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito da Cidade Maravilhosa, Eduardo Paes, em viagem à Europa, ficaram abismados quando viram como funciona lá o sistema público de aluguel de bicicletas, integrado às linhas do metrô de Paris.

Por esse sistema, o público aluga uma bicicleta num ponto e pode dispensá-la em outro lugar bem distante, bastando para isso fazer um pagamento nos postos de partida ou chegada.

E resolveram implantar o sistema no Rio de Janeiro, antes mesmo da Copa do Mundo 2014 e da Olimpíada 2016."

Você sabe como o texto continua? Pense um pouco. Tente imaginar o conteúdo dos próximos parágrafos. Se ficou curioso leia a texto completo no "Blog do Paulo Sant'Ana".

Para completar, obviamente não é apenas em Paris que existe esse tipo de sistema de aluguel de bicicletas. Você pode encontrar isso em muitas cidades européias. Nas cidades onde o sistema de aluguél não existe (ou mesmo que exista) o povo faz questão de usar bicicletas como meio de transporte. Rápido, limpo, saudável e muito barato.

É claro que eles tem a infra-estrutura necessária, mas pricipalmente são, em geral, um povo mais civilizado.

Veja três fotos que fiz em Amsterdãm:











Para ver mais fotos de Amsterdãm clique aqui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Paris

O que poderia ser a realização de um sonho virou um pesadelo terrível.


A cidade em si é muito bonita, mas também está longe de ser a última bolacha do pacote, como a propaganda faz parecer. A poluição visual de placas, fios e prédios contribuem negativamente para o visual dos atrativos históricos.


Bem, você, caro leitor, deve estar se perguntando o por que da primeira frase, certo?


Vou tentar justificar em poucas palavras. Mas antes gostaria de deixar bem claro que tudo que for escrito aqui pode ter sido apenas um acaso. Não que eu acredite nisso, mas muito amigos meus foram a Paris e gostaram muito. A nossa experiência, minha e da Thaís nessa cidade foi muito ruim.


Estávamos repletos de boas expectativas, mesmo tendo sido avisados dos problemas linguísticos pois é sabido que os franceses têm um "certo" problema com a língua inglesa. Para tentarmos minimizar esse problema, a Thaís fez algumas aulas de fracês básico de modo que pudessemos começar os diálogos em francês e então sugerir outro idioma dentre o português, o espanhol e o inglês, necessariamente nessa ordem. Com essa "carta na manga" chegamos a Gaie du Nord (Estação de trem do norte de Paris).


Já no primeiro passo para fora do trem senti a diferença no ar. Explico. A atmosfera em Paris não é mesma que nas outras cidades que visitamos, definitivamente não. Povo meio apressado, sem muita educação e cuidado."Mas tudo bem", pensei, "estamos numa estação de trem, e as pessoas normalmente estão com pressa nesses locais".


Próximo passo: comprar os tíquetes para o transporte público. Não foi muito difícil no começo pois encontramos um grupo de jovens que estavam recepcionando os turistas e dando algumas informações. Nesse caso, o rapaz que nos atendeu FALOU EM INGLÊS!! Fantástico! Nossa primeira interação com franceses em terras francesas e conseguimos falar em inglês. Fiquei impressionado e muito mais animado para a visita, já que não tivemos problema de comunicação.


No entanto a alegria durou menos de 5 minutos, tempo em que ficamos na fila para comprar os tíquetes. Assim que chegamos ao guichê, a nossa limitação com o idioma francês veio à tona e as complicações começaram.


Algum tempo depois, chegamos ao hotel, o Ibis Porte Dore. Na recepção, apesar de todos os funcionários serem capacitados para falar mais de 3 idiomas, incluíndo o espanhol e o inglês (e possuírem crachá indicando isso), todos se recusavam a falar conosco em qualquer idioma que não fosse o francês. Inclusive, um dos funcionários usou mímica várias vezes para nos explicar onde ir ou que linha de metrô pegar. Terrível isso.


Durante os passeios na cidade não foi diferente. Mercado, farmácia, panificadora, restaurantes... sempre a mesma coisa. Atendentes mal humorados, mal educados! Sempre groceiros e completamente sem vontade de atender, em especial os garçons. A sensação que tivemos foi a de que eles, os franceses, estavam fazendo um favor em receber os turistas. Impressionante! Especialmente numa cidade tão antiga e que é um dos principais destinos turísticos do mundo.


Tudo isso me faz pensar que perdi 4 dias da minha vida e muita grana indo a Paris. Ficamos 5 dias por lá, e só não me arrependo de um dia, o qual usamos para visitar o Museu do Louvre. Esse sim é espetacular, porém muito grande. Calma não estou reclamando do Museu. Estou reclamando da estratégia que usamos para visitar a cidade. Deveríamos ter ido todos os dias ao Louvre para visitá-lo com calma e apreciar cada seção desse fabuloso local. Um dia não é suficiente para ver nem mesmo um único andar.


Pois bem, não vou mais perder muito tempo escrevendo sobre Paris afinal, como já havia dito, já desperdicei dias suficientes da minha vida com essa cidade. Vou sim, dar algumas dicas para que você não tenha a mesma experiência que tivemos, caso vá a Paris.


- Primeiro, vá com algum francês;
- Segundo, tenha bom conhecimento do idioma local. Se não for fluente ao menos consiga se comunicar bem;
- Terceiro, passe uma semana em Curitiba no Paraná antes de ir à França, pois lá em Curitiba as pessoas em geral são quase tão bem humoradas e educadas quanto na França. Com isso você pode fazer uma espécie de ambientação mais econômica e com melhor comida;
- Quarto, vá com muita grana e selecione um bom hotel. Talvez pagando mais você seja melhor atendido;
- Quinto, não perca tempo e dinheiro visitando as Catacumbas de Paris;
- Sexto, vá ao Louvre e à Ópera Nacional de Paris;
- Sétimo, faça ao menos 6 meses de yoga como exercício de preparação mental, o que deve lhe ajudar a ser mais tolerante;
- Oitavo, não crie muitas expectativas boas. Assim, diminuem as chances de decepção;
- Nono, se tudo isso for muito trabalhoso ou caro, vá para Viena a capital da Áustria. Lá tudo é muito mais bonito (inclusive o Palácio de Versalles não chega aos pés do Palácio de Schönbrunn em Viena) as pessoas são educadas e gentis, e finalmente, o custo é muito menor.


Me desculpem os franceses que são diferentes do que relatei aqui. Estou escrevendo isso porque conheço duas garotas francesas que são realmente bem diferentes do que descrevi nesse post, inclusive as duas não gostam de Paris e concordam em parte com meu ponto de vista.


Não poderia esquecer, eles tem sim dois pontos muito positivos:
1) a panificação é excelente; e
2) os vinhos são realmente muito bons.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Edimburgo

Quando planejamos a viagem para Edimburgo pensamos em ficar por lá apenas 3 dias, já que, segundo rumores, a cidade não tem muito a oferecer além do Castelo. Porém o que vimos por lá foi muito mais do que o Castelo. A cidade toda é muito interessante, com um humor muito peculiar e muitas atividades a qualquer hora do dia ou da noite. As dezenas de vielas e ladeiras escuras e muito estreitas guardam segredos seculares e muitas histórias de drama, terror e mesmo fantasias com fantasmas que, segundo os mitos locais, são verdadeiros e atraem um grande número de turistas à cidade. A arquitetura da cidade também é muito interessante, com muitos prédios históricos, algumas igrejas bonitas e, obviamente, um grande castelo medieval muito bem preservado até os dias de hoje.

Destacamos aqui três lugares muito interessantes para se visitar em Edimburgo (mas gostaríamos de lembrar que existem outros atrativos também muito legais): 1) o Castelo de Edimburgo, 2) a Catedral de St. Giles, e 3) O trono de Arthur.






1) O Castelo de Edimburgo é uma fortaleza medieval muito imponente que se destaca no coração da cidade, sobre uma grande rocha chamada Castle Rock de origem vulcânica (na verdade ,segundo geólogos, já foi um vulcão ativo), mas atualmente 'apenas' um suporte para o castelo. Os primeiros sinais de ocupação humana nesse sítio datam do século 9 antes de Cristo. Como símbolo da realeza e moradia real, foi fundado no século 12 e continuou a ser utilizado como residência real até a junção das coroas em 1603, quando a Escócia se uniu à Inglaterra, marcando a ascensão de James IV, Rei da Escócia, ao trono da Inglaterra.

Por ser uma das mais importantes fortalezas do reino da Escócia, o castelo foi alvo de diversos conflitos, sendo atacado, invadido e conquistado, assim como reconquistado, diversas vezes. Apenas alguns dos prédios atuais foram construídos antes do século 16, quando muitas das fortificações medievais foram destruídas por artilharia e bombardeios em uma das grandes batalhas em que o castelo foi o alvo principal. Dentre as edificações que ainda resistem estão a Capela de St. Margaret (construída no século 12), o Palácio Real e o Grande Salão (construído no início do século 16).

Já ao final do século 17 o castelo foi transformado em uma base militar. Atualmente o castelo é considerado a segunda atração mais visitada na Escócia, possui  muitas atividades e é palco de muitos eventos e festivais, sem contar os diversos museus localizados no seu interior.

Dentre todas as atrações que você poderá ver no castelo, uma delas nos impressionou muito: o Memorial da Guerra, um prédio que guarda muita história, objetos e símbolos em homenagem aos homens e mulheres que morreram em nome da Escócia na Primeira Guerra Mundial. Quanto à sua origem, foi inicialmente uma igreja medieval (St. Mary's Church), transformada em armazém de armas em 1540. Em 1755 foi demolido para a construção de alojamentos para os soldados,  finalmente desocupado em 1923, e então adaptado para que pudesse abrigar  o atual Museu Nacional da Guerra.

O Museu foi oficialmente inaugurado em 14 de julho de 1927. Tudo dentro desse Museu é fantástico. Esculturas, pinturas, inscrições, símbolos e brasões. Porém, não é permitido fotografar.  Por mais que pareça irônico, a sensação de paz é imensa, mesmo  se tratando de um museu que foi construído para lembrar a guerra. Ok, ok, não foi construído para lembrar a guerra, mas sim para homenagear os que lutaram nas guerras em nome da Escócia. Ainda assim, não há como não pensar em guerra ou  violência enquanto se visita esse local. Engraçado isso, pois mesmo pensando em todas as atrocidades que ocorreram durante as batalhas, a melhor maneira de descrever a sensação dentro desse prédio é paz. Os funcionários encarregados de cuidar do local são muito atenciosos e bem informados. Pedimos explicações sobre algumas obras e a senhora que nos atendeu contou-nos um pouco da história do local. A Thaís chegou a ficar emocionada. Quem a conhece sabe que ela chora à toa, mas neste caso realmente não foi exagero. Ah, nem tente tirar fotos, pois esses mesmos funcionários atenciosos estão sempre atentos e, como em todo Reino Unido, zelam para que as regras sejam cumpridas à risca. Chegaram a retirar do local um grupo de turistas que estava fazendo bagunça, tocando nos objetos e fotografando.


2) St Giles' Cathedral






A Catedral foi fundada no início do século 12, por volta de 1120 --- não tenho certeza da data exata :'( --- na praça do Parlamento e em meio à tão famosa Royal Mile, praticamente no meio do caminho entre o Castelo de Edimburgo e o Palácio de Holyroodhouse. No século 16 a catedral  sofreu grandes mudanças, quando John Knox instaurou a Reforma Religiosa da Escócia dando início ao Presbiterianismo. Knox foi ministro da igreja entre os anos de 1559 e 1572. A catedral teve importante papel não só religioso, mas também como centro político de Edimburgo durante a idade média.

Em 1385 a igreja foi incendiada, sendo reconstruída nos anos seguintes. Assim, muito do interior da igreja atual , inclusive as diversas capelas,  foram construídas ao longo dos últimos 6 séculos , fazendo com que, tanto a arquitetura da igreja como o seu tamanho, sofressem alterações significativas.

São muitas as capelas no entanto uma delas nos chamou mais atenção. Não por ser maior, mais bonita, mais clara ou mais escura, ou mesmo por ter aspectos arquitetônicos diferenciados. Nada disso, foi pela importância histórica e pelo que ela representa ao povo escocês. Situada no canto direito ao fundo da nave  (área central de uma igreja onde se reúnem os fiéis para assistirem a missa), guardada por uma antessala escura, com teto decorado com brasões e diversas pequenas esculturas em formato de flores e folhas, murais de pedra nos quais estão inscritos os nomes de ilustres personagens que marcam a história da igreja, como Príncipe Albert, Rei George IV e Rainha Victoria. Ao fundo dessa antessala há uma outra entrada guardada por quatro pequenos anjos, a qual dá acesso à Capela da Ordem de Thistle, uma ordem da Cavalaria da Escócia, comandada por ninguém menos que a Rainha. Esta é a capela da mais antiga ordem de cavaleiros e nobres da Escócia. É pequena, mas imponente, com muitos detalhes e símbolos que representam as famílias de cavaleiros que tiveram a honra de compor a Ordem de Thistle, a qual foi criada em 1687 por James VII e consiste de apenas 16 cavaleiros, os quais são escolhidos pela rainha e são, normalmente, escoceses que fizeram significativas contribuições para o país. Ainda hoje, os cavaleiros se reúnem com a rainha nessa capela em algumas datas importantes todos os anos, como nos antigos tempos medievais, e ali cultuam não só Deus e santos, como também a rainha.

3) O trono de Arthur






Para não faltar um pouco de esporte durante uma visita à Escócia, decidimos fazer uma pequena caminhada vulcão a acima, digo, morro acima. Situado no Holyrood Park, está mais um vulcão extinto, ao qual os escoceses deram o nome de Arthur's Seat, ou Trono de Arthur. São apenas 250 metros de altitude, mas com inúmeras trilhas que levam ao topo. Algumas dessas trilhas são relativamente simples enquanto outras são bem mais complicadas. Nós subimos o morro na raça mesmo, sem nenhum guia ou livreto que pudesse nos indicar a dificuldade das trilhas. Simplesmente subimos a primeira trilha que encontramos. Não estava tão difícil, até que começou a chover mais forte. Ficamos alguns minutos parados na chuva, pois estava um pouco arriscado subir. Depois de uns 20 minutos a chuva nos deu uma trégua, e apesar dos conselhos que recebemos (para não subir) de algumas pessoas que estavam descendo o morro, decidimos continuar. Já a uns 200 metros de altitude tivemos que trocar de trilha, pois a que estávamos seguindo seria impossível continuar devido à chuva. Bem, mas alguns minutos e lá estávamos nós. No topo do Trono de Arthur. Toda a trilha é muito interessante, com uma vista maravilhosa, mas que não se compara com a vista que tivemos quando chegamos ao topo. Realmente vale a pena subir e ficar por lá alguns minutos. Pude imaginar o que sentem as pessoas que escalam aquelas montanhas enormes. A sensação de liberdade é imensa, parece que se está tocando o céu. Isso porque é um morro de apenas 250 metros, imagine escalar uma montanha de verdade.

Um conselho para quem decidir subir o morro:  não esqueça o casaco, pois o vento lá em cima pode tornar o ambiente bem frio.

Tenho que falar ainda do hostel em que ficamos. Chama-se Budget Backpackers (http://www.budgetbackpackers.com). Recomendo. É limpo, bem localizado, organizado e bem humorado. O símbolo do hostel é um burro. Há vários quadros ao longo dos corredores com o burro em situações engraçadas em vários pontos turísticos do mundo, inclusive no Brasil. A Thais nunca tinha ficado em um hostel e curtiu bastante esse. É bem grande, tem 2 prédios, um de cada lado da rua, com 3 andares cada. Em cada andar tem 1 banheiro feminino, 1 masculino e 1 misto, todos limpos. O banheiro misto tem secador de cabelo (imprescindível para as mulheres mochileiras). Existe também 1 cozinha por andar, sendo que a do 1º andar fica aberta 24 horas. Tem também uma lavanderia com tanque, máquina de lavar e secar (que funcionam com moedas), ferro e tábua de passar roupa. As camas são confortáveis. Há toalha de banho para locação. Na recepção trabalham pessoas bem jovens e simpáticas. Só inglês deles não é muito fácil de entender (segundo a Thaís). Para mim, o que difere é a velocidade com que eles falam e a terminação das palavras, mas nada de assustador como muitos pensam.

Em resumo, Edimburgo é nota 10. O povo (e os turistas também...) é receptivo e festeiro (e põe festeiro nisso!). As pessoas são educadas e normalmente prestativas além de bem amigáveis. Além disso, encontramos dois detalhes importantes, a carne é muito melhor que na Inglaterra e existe uma cerveja escocesa excepcional, chamada ab-blonde, feita pela cervejaria Arran, situada na ilha de Arran, território escocês. Experimente!



Festa na chegada também

Cheguei, tomei café-da-manhã no aeroporto e fui ao meu antigo apartamento, no qual meu antigo quarto agora é ocupado por outro amigo.
Pensei em descansar para poder curtir a noitada paulistana com os amigos, mas não rolou. Ficamos de papo e organizando as atividades do dia como encontrar uma churrascaria, planejar a “Jam Session” e tudo mais.

Escolhemos uma churrascaria que fica do outro lado da cidade, e isso para São Paulo significa uma hora dirigindo quando o trânsito está bom. Para a nossa felicidade o trânsito estava bom :)

Comi muito. Na verdade só parei quando meu estômago deu sinal de jogar a tudo fora por falta de espaço. Fazia tanto tempo que não comia uma boa carne ....

Depois do almoço a famosa modorra. Ô vontade de dormir. Finalmente as 4 da tarde pensei em tirar uma pestana. Durou 15 minutos, pois tivemos que sair para comprar as bebidas para a “Jam Session”.

As 21:00 hs começou a bebedeira com muita música ao vivo no saguão do prédio do Jão. E eu? Eu a 62 horas sem dormir .... digo, com apenas 15 minutos de cochilo. Mas tudo bem, com cerveja e música fica fácil de agüentar.

Saímos para a tão esperada balada. O local: Diquinta em Sampa. Uma casa de samba-rock. Muito loco, bem divertido e alegre. Ritmo genuinamente brasileiro e muitas pessoas com suingue na veia. Ficamos até as 3:30 da madruga com direito a show de dança do Maikon e do Zappa. Mas enfim descobri que não sou de ferro e pedi para galera para irmos para casa.

Chegamos em Moema, pegamos minhas malas e os instrumentos musicais do Zappa e do Maikon e zarpamos para Campinas. Na estrada estava complicado, o sono e a fome apertando. Para chegar em Campinas a salvo o Zappa estava usando uma estratégia estranha mas que funcionou bem. Ele estava  batendo no próprio rosto para ficar acordado e não bater em outro carro.  Uma beleza. Mas enfim, as 7 da manhã em casa. Agora dá para dormir, né? Não! não dá mesmo. Tinha o workshop de samba na Unicamp. O Maikon me inscreveu em 3 das aulas, cada aula de uma hora e meia, e a primeira começou as 9:30 da madrugada!!!!!

Mas é claro que aproveitei as duas horas que tive para dormir, pois já se iam 72 horas com apenas um cochilo. As 9 estava de pé novamente e entre 9:30 e 10:00 lá estava eu na minha primeira aula de dança. Samba no pé mermão! Legal, deu para levar. Aprendi algumas coisas que espero me lembrar da próxima vez que sair com a galera.

As 4 da tarde eu morri. Joguei a toalha. Não agüentava mais ficar em pé e nem mesmo pensar. Fui para casa, mas ao invéz de dormir tive que arrumar as malas. É bom lembrar que o limite de bagagem em vôos comerciais aqui no Brasil, sem pagar excesso de bagagem é de 23 kilos apenas. Eu tinha aproximadamente 62 kg sem contar a bagagem de mão! Fiz o que pude para diminuir e deixar algumas coisas na casa do Maikon. Essa tarefa consumiu muito tempo e não consegui dormir.

As 21 hs o Maikon chegou para me levar ao aeroporto. Em cima do laço. Para ajudar, ele perdeu a entrada do aeroporto e acabamos chegando atrasados. Mas como estamos no Brasil, fila para o check-in, fila para pagamento do excesso de bagagem e vôo atrasado. Ê maravilha. Percebi que estava mesmo no Brasil.

Próximo passo foi esperar o vôo sem cair no sono, ir até Curitiba sem dormir, pois tinha que trocar de avião em Curitiba senão iria parar em Maringá e, então, esperar mais alguns minutos para chegar em Foz do Iguaçu. Quase lá!!!!

Consegui, não dormi e ainda aproveitei para ler uma revista muito legal da Gol. Super entretenimento. Vôo super agradável sem contar o show de aterrissagem do piloto da Gol, nunca vi algo tão ruim. Faz parte.

Cheguei as 2:30 da manhã em casa, meio morto meio vivo, mas cheguei e fui dormir apenas as 4. Foram apenas (aprox.) 92 horas sem dormir direito, mas com direito a 2 horas e 15 minutos de cochilos.

O esforço valeu muito a pena, pois foram duas despedidas com muita cerveja belga e Sambuca, rever os amigos, almoço especial na chegada, “Jam Session” com a galera, mais uma festa a noite paulistana, viagem para Campinas e até aula de samba. Quer mais que isso? Para fechar com chave de ouro, cheguei ao aeroporto e reencontrei minhas três mulheres: minha mãe, irmã e namorada!

Final feliz, cansado, mas muito feliz!


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sorte para viajar

Após tantas horas de sofrimento, angustia e sem dormir (apenas 36 horas sem dormir) pensei que chegaria na poltrona e apagaria durante as 12 horas de vôo até o Brasil. Na realizada eu esperava isso, pois assim que desembarcasse em Guarulhos um amigo estaria me esperando para dar uma carona e depois procurarmos uma boa churrascaria para matar a saudade de carne de verdade. Doce ilusão! Para variar eu esqueci e pedir para a atendente no check-in selecionar uma poltrona do corredor ou da janela e ela foi gentil o suficiente para não fazer sem a minha solicitação. Ou seja, fiquei na poltrona do meio. Até aí tudo bem, o problema foi quando cheguei na poltrona. Estava lá um senhor relativamente grande (para os lados) sentado na poltrona do corredor. Ele ocupava a poltrona dele e metade da minha. Complexo, mas piorou em seguida quando chegou uma rapaz, ou uma moça ou ... tudo bem vai. Não tenho tantos problemas quanto aos homossexuais desde que respeitem o espaço alheio, o que é bem difícil numa poltrona de avião na classe econômica :(

Para resumir as 12 horas de vôo, não consegui dormir pois o rapaz estava com algum problema na bexiga e a cada hora tinha que levantar para ir ao banheiro. Nos momentos que ele não estava me importunando para levantar ele estava praticamente caindo sobre mim "dormindo". Enquanto isso, do outro lado, o senhor tipicamente inglês e com mais de 100 kilos não me dava espaço para controlar o sistema de entretenimento, pois o controle fica no "braço" da poltrona, no qual ele estava apoiando o cotovelo . Isso foi bem divertido, pois a cada 10 minutos ele aumentava ou diminuía o volume do "meu sistema", ou parava o filme, as vezes até colocava na rádio ... coisa de loco! Foi bem divertido eu ter que pedir licença para ele para eu poder escolher o filme ou pedir para ele não aumentar o volume. Muito legal mesmo.

Está aí! eram 36 horas antes do vôo. Mais 12 horas de vôo e o resultado, se a tia Júlia me ensinou direito lá na primeira série, são 48 horas sem dormir, e uma festança me aguardando em Sampa.

Detalhe: dessa vez eu fiquei bem longe do vinho oferecido no vôo por dois motivos, primeiro ainda estava meio bêbado e segundo, não queria ficar mais bêbado como no vôo de ida :)

sábado, 12 de setembro de 2009

Visita a Nottingham ... a terra do Robin Hood

Workshops não significam apenas trabalho!
Entre os dias 7 e 9 de setembro estive em Nottingham, UK, participando do UKCI'09 - The 2009 UK Workshop on Computational Intelligence, University of Nottingham. Submeti um paper descrevendo algumas idéias iniciais que estou trabalhando no meu doutorado. O paper foi aceito e então fui participar do workshop e apresentar as minhas idéias.
Ao contrário do que muitos pensam, participar desse tipo de evento não é apenas "trabalho" ou presenciar as infinitas sessões de apresentações e palestras ministradas pelos "cobras" de cada área específica. Muito mais do que isso, esses eventos proporcionam contato com outros pesquisadores, criação de parcerias e colaborações para trabalhos futuros e também muita diversão, lazer e cultura.
Neste workshop especificamente, tive a oportunidade de conhecer alguns pesquisadores com os quais já comecei a trocar figurinhas sobre algumas técnicas que utilizamos. Mas, melhor do que isso, tivemos um jantar super descontraído em um local muito interessante e importante de Nottingham, o "Trent Bridge Cricket Ground", regado a muito vinho Francês da região de Languedoc (sul da França). Este local é um estádio internacional de críquete, fundado em 1830 e que guarda muitos fatos históricos de grandes jogadores, considerados verdadeiros ídolos nacionais. Apesar deste esporte não ser muito famoso no Brasil, aqui na Inglaterra é tão importante quanto o futebol.
No entanto, foi no último dia em que estive na cidade que pude aproveitar mais e conhecer um pouco da história de Nottingham, famosa principalmente pelo herói-vilão Robin Hood e seu bando.
Visitei o Castelo de Nottingham construído em 1067 por “William the Conqueror”[1]. Em 1170 transformou-se na principal fortaleza real da região de Midlands (região central da Inglaterra), quando o rei Henrique II mandou substituir a rústica construção de madeira por uma fortificação em pedra. Foi também um local de lazer e caça para a realeza, devido à proximidade com as florestas Peak, Barnsdale e Sherwood[2].
Enquanto o Rei Richard, o “Coração de Leão”[3], e muitos nobres ingleses estavam fora da cidade participando das Terceiras Cruzadas [4][5], o castelo de Nottingham foi praticamente abandonado por um longo tempo até ser ocupado pelo Sheriff de Nottingham, o qual era responsável por manter a ordem na região e recolher os tributos ao rei enquanto este estivesse nas batalhas. De acordo a lenda de Robin Hood, o castelo foi o local da cena do último “embate” entre o Sheriff e Robin Hood.
O castelo foi restaurado por Charles II em 1660 e, mais tarde, entre 1675 e 1679, Henry Cavendish, segundo Duque de Newcastle, ordenou a construção da mansão ducal sobre as fundações mais antigas do castelo.
Atualmente o prédio principal do castelo é uma galeria de artes, principalmente voltada às pinturas e trabalhos gráficos que retratam a história da Inglaterra. Essa galeria possui um acervo fixo mas também recebe diversas coleções de arte para exposições temporárias.
Quanto ao Robin Hood e seu bando, deixarei para o próximo post!
[1] http://en.wikipedia.org/wiki/William_the_Conqueror
[2] http://en.wikipedia.org/wiki/Sherwood_Forest
[3] http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_the_Lionheart
[4] http://pt.wikipedia.org/wiki/Terceira_Cruzada
[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Third_Crusade

Finalmente novidade!

Meu último post foi em 15 de junho, e apenas agora, quase três meses depois estou conseguindo me organizar para escrever novamente.
Nesse período a Thaís veio me visitar e fizemos uma viagem fantástica por algumas cidades da Europa. Começamos por Viena na Áustria, seguimos para Bratislava na Eslováquia. Após, fomos para Frankfurt na Alemanha, então Frankfurt novamente (isso mesmo ... explicarei melhor depois). Após 4 dias viajamos para Brugge na Bélgica, de onde saímos com destino à Paris e, finalmente, Edimburgo na Escócia. Depois de alguns dias de descanso em Canterbury, fomos visitar o castelo de Dover que fica na cidade de Dover, litoral sudeste da Inglaterra, na região de Kent. Obviamente não poderíamos deixar de visitar Londres, já que estávamos tão perto. Pena que não tivemos o tempo que gostaríamos para desfrutar mais dessas cidades maravilhosas.....
Pois bem, este é o primeiro de uma série de posts que vou preparar com a ajuda da Thaís (espero) descrevendo nossas experiências por essas cidades, algumas dicas para futuros viajantes e, se tudo correr conforme o esperado, alguns fatos históricos. Mas ao invés de seguir o caminho natural ou a sequência cronológia da viagem, vou começar pelo final e deixar por último a mais grata surpresa.

sábado, 13 de junho de 2009

Dublin, República da Irlanda

Dublin, Dublin .... o que dizer dessa cidade?
Esperei propositadamente um bom tempo para escrever sobre Dublin. Tive uma impressão muito ruim dessa cidade e por isso estava esperando um tempo para ver se isso passava. Mas não, não passou!
Ao menos posso dizer que foi a única que cidade européia que visitei e me senti no Brasil. Pois é, gente, a sensação de insegurança é grande. Mas vamos por partes.
Ainda no avião, sobrevoando a costa leste da República da Irlanda eu me sentia super animado. Apesar do tempo chuvoso ainda era possível ver algumas áreas ensolaradas.
Mas a animação começou a diminuir logo no aeroporto. Como eu queria visitar as muitas atrações turísticas da cidade optei por comprar o "Dublin Pass", um cartão que dá acesso livre a praticamente todas as atrações da cidade e alguns outros benefícios como descontos em bares e restaurantes, brindes em museus e galerias de artes, sem contar a possibilidade de "furar a fila", pois quem compra o cartão tem prioridade. Um outro benefício que o cartão dá aos seus usuários é o transfer "gratuito" do aeroporto ao centro da cidade.
Até aí tudo muito bom. O detalhe que me fez desanimar um pouco, e acredito que aconteça com todos os turistas que optam pelo cartão, é que se você usar o transporte do aeroporto ao centro da cidade o seu cartão é ativado. Qual é o problema nisso? Bem, quando alguém compra o cartão deve escolher o número de dias que quer utilizar e isso, obviamente, afeta o valor do cartão. A partir do momento que o cartão é ativado, independentemente do horário do dia, o seu primeiro dia vale apenas até a meia noite. Como eu cheguei na cidade às 14hs, se eu usasse o transporte eu teria praticamente perdido o primeiro dia do cartão, pois até o centro da cidade são +- 40 minutos de ônibus.
Mas tudo bem, paguei pelo transporte público e fui para o hostel. No ônibus encontrei um brasileiro de Curitiba, chamado Lucas,  que me deu umas dicas muito legais. Mas a principal foi com relação aos homeless (desabrigados, povo de rua essas coisas). Ele me advertiu para tomar cuidado com essas criaturas pois a única coisa que fazem é arranjar confusão com turistas, jogam pedras ou o que tiver por perto. Isso já me deixou apreensivo. A caminho para o hostel tive a infelicidade de encontrar com uma dessas criaturas. E realmente é foda. Do nada o cara veio para cima de mim perguntando por que eu estava olhando, e eu nem tinha percebido a criatura. Complexo. Mas consegui chegar a salvo no hostel.
No outro dia pela manhã estava organizando meu passeio e aí percebi que o pessoal responsável pelo Dublin Pass é realmente muito esperto, lembra um pouco o povo brasileiro. Mais um motivo pelo qual eu me senti como se estivesse no Brasil. Infelizmente temos que assumir que o povo brasileiro (me desculpem as exceções) sempre tenta levar uma certa vantagem, omitir informações para ganhar uns trocados a mais ou de alguma forma passar o outro para trás. Pois bem, quando comprei o cartão pela internet, eu vi no site uma lista de atrações nas quais o portador do cartão não precisaria pagar para entrar. Pois é, isso é verdade! Para aquelas atrações não havia necessidade de pagar, o problema no meu ponto de vista é que em mais da metade das atrações não havia necessidade de pagar mesmo sem o cartão! Esse é o ponto que me refiro quando digo que me senti passado para trás. Se você confrontar as informações que são disponibilizadas pelo Paris Pass com as do Dublin Pass vão perceber como o pessoal da Irlanda esconde informações.
Acabei visitando vários museus, galerias de arte (não cobram entrada em todo o território Irlandês), igrejas (que por mais estranho que possa parecer cobram e não é pouco) e outras atrações privadas como o Guiness Storehouse e o Old Jameson Distillery.
No entanto, algumas das atrações que eu realmente queria visitar eu não pude por alguns motivos. No caso do "The Bram Stoker Dracula Experience" (um castelo que conta a história da vida do Bram Stoker e te leva a uma experiência dentro do castelo do Drácula) eu não fui porque dois ou três brasileiros que moram em Dublin me advertiram para não ir lá de ônibus ou caminhando, pois fica numa região barra-pesada, reduto dos homeless, mas principalmente devido ao horário de funcionamento, das 4 da tarde as 10 da noite. Qual é o problema nisso? Bem, às 5 da tarde já era noite, e nós brasileiros sabemos que não é bom andar à noite em lugares barra-pesada. Pois é, perdi uma das melhores atrações por falta de grana. Poderia ter ido se tivesse pago um taxi. Mas viagem de mochileiro é sempre restrita.

Mas as outas que perdi que também eram muito boas, foi porque na verdade as atrações não ficam em Dublin mas sim nos arredores, algo como 50 km distante. E essa informação também não tinha no site.
Me diverti um pouco, mas o que realmente marcou minha visita foi a falta de segurança e consideração com o turista. Fui maltratado até mesmo no supermercado por uma atendente que nada tinha de irlandesa. Uma estrangeira qualquer que pelo jeito estava de mal com a vida ou não tinha recebido um bom tratamento do marido na noite anterior. Enfim, para mim Dublin é nota 3 numa escala de 1 a 10.
No entanto pretendo voltar um dia. Com mais dinheiro e com mais tempo para ver se minha impressão se confirma ou foi porque eu estava num dia ruim, com pressa e pouca grana.
Fica uma dica: se você pretende visitar Dublin por 4 ou mais dias, o Dublin Pass vale a pena. Caso contrário acho que é melhor não usar o cartão. Faça um bom planejamento antes e tente encontrar o máximo de informação de cada atração que pretende visitar, principalmente o horário de funcionamento, pois em Dublin as atrações geralmente abrem tarde e fecham muito cedo. Isso faz com que você tenha duas opões: veja tudo correndo e não aproveite direito (foi o que fiz e por isso quero voltar) ou consiga ver com calma apenas uma pequena parte das atrações. Como o cartão é caro, pense bem ante de comprá-lo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O caminho de volta

Estava tudo tão certo, desde o início da viagem todos os dias ensolarados. Sabíamos que a cada dia a probabilidade de chuva aumentada, pois não é comum tantos dias sem chuva. Mas ainda assim tínhamos esperanças de que não chovesse até o fim da viagem. Não deu certo!
Isso nos desanimou, pois o trajeto que planejei nos levava ao litoral sul da Inglaterra, que apesar de não ter areia é bonito. Não dá para entrar na água gelada é claro, mas é legal para conhecer. Mesmo com a chuva prosseguimos com o planejado e ainda adicionamos uma cidade, Bath, sugerida pelo nosso anfitrião em Bristol. Tentamos, mas chegando em Bath desistimos, pois a cidade é um caos completo, pelo menos em relação ao trânsito. Se for visitar essa cidade nem pense em dirigi por lá. Vá de ônibus. Desistimos dela e continuamos na estrada até chegar ao Stonehenge.
De acordo com a Wikipedia e alguns outros sites que pesquisei, assim como o material que recebi quando o visitei, Stonehenge (do inglês arcaico "stan" = pedra, e "hencg" = eixo ou "hen(c)en" = pendurar ou suspender) é um monumento megalítico da Idade do Bronze, localizado na planície de Salisbury, próximo a cidade de Amesbury, no condado de Wiltshire, ao Sul da Inglaterra. Bem, pelo menos a localização vocês podem confiar. :D
É considerado o mais visitado e bem conhecido dos círculo de pedras britânicos, e acredita-se que foi projectado para a observação de fenômenos astronômicos. Denominado pelos Saxões de "hanging stones" (pedras suspensas) e referido em escritos medievais como "dança dos gigantes", existem diversas lendas e mitos acerca da sua construção, creditada a diversos povos da Antiguidade. Uma das opiniões mais populares foi a de John Aubrey. No século XVII, antes do desenvolvimento dos métodos de datação arqueológica e da pesquisa histórica, foi quem primeiro associou este monumento, e outras estruturas megalíticas na Europa, aos antigos Druidas. No entanto, os Druidas só apareceram na Grã-Bretanha após 300 a.C., mais de 1500 anos após os últimos círculos de pedra serem erguidos. Algumas evidências, entretanto, sugerem que os Druidas encontraram os círculos de pedra e os utilizaram com fins religiosos.
Outros autores sugeriram que os monumentos megalíticos foram erguidos pelos Romanos, embora esta idéia seja ainda mais improvável, uma vez que os Romanos só ocuparam as Ilhas Britânicas após 43, quase dois mil anos após a construção dos círculos de pedra. Somente com o desenvolvimento do método de datação a partir do Carbono-14 estabeleceram-se datas aproximadas para os círculos de pedra. Durante décadas não foram formuladas explicações plausíveis para a função dos círculos, além das suposições de que se destinavam a rituais e sacrifícios.
Essa parada foi legal. Depois daí foi só estrada até chegar em casa, descansar e preparar a mala para a próxima viagem. Dois dias mais tarde estávamos desembarcando em Dublin, capital da República da Irlanda.
Curiosidade 1: No dia 21 de Junho, o Sol nasce em perfeita exatidão sob a pedra principal.
Curiosidade 2: Estima-se que para a construção do desse círculo de pedras foram necessárias mais de trinta milhões de horas de trabalho.
Curiosidade 3: Stonehenge é uma estrutura composta, formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter cinco metros de altura e a pesar quase cinqüenta toneladas.

O plano inicial nos levou a Bristol, mas chegando lá ....

Após algumas horas na estrada chegamos a Bristol. Fomo visitar um amigo brasileiro que está fazendo o doutorado na Universidade de Bristol e graças a ele não gastamos com hospedagem, pois ele nos “ofereceu” abrigo. Na verdade eu e o Márcio forçamos a situação desde o começo hehehe, mesmo assim obrigado Cintra.

Deixando de lado o fato de não encontrarmos lugar para estacionar o carro, o resto foi tranquilo. Saímos para dar uma volta na cidade de conhecer a famosa ponte de Bristol, chamada de Clifton Suspension Bridge. Essa ponto foi projetada pelo engenheiro Vitoriano Isambard Kingdom Brunel. Mas o camarada não teve a felicidade de ver seu projeto concluído pois morreu antes de 1864, ano em que o projeto foi concluído.
A ponte é lindíssima mesmo, e foi construída sobre o rio Avon que fica no vale entre duas muralhas de pedras com altura de mais de 200 metros. No período em que Bristol foi uma importante cidade portuária, esse rio era usado como principal portão de acesso e as muralhas eram usadas como defesa da cidade. Quando navios piratas tentavam atacar a cidade a “coisa ficava feira para eles”, pois a guarda da cidade mantinha diversos canhões na encosta a muralha, o que tornava relativamente simples a defesa da cidade.

Na verdade sei que a cidade tem muitas outras atrações a oferecer, mas não desfrutamos delas infelizmente :(

Dentre as atrações da cidade posso até citar algumas, assim serve como um pequeno guia caso alguém queira visitar: Brunel's ss Great Britain Museum, City Museum & Art Gallery, The Georgian House, The Red Lodge, Blaise Castle House Museum, Berkeley Castle, Thornbury Castle, Bristol Cathedral, Kings Weston Roman Villa, The Edward Jenner Museum, Fleet Air Arm Museum e a Clifton Suspension Bridge .... e muitos outros. Nem quero pensar que fui para lá e não visitei esses lugares. Voltarei.

Saímos a noite e foi péssimo! Fomos a uma “discoteca” muito ruim na minha opinião. Mas tudo bem, não dá para acertar todas. No outro dia ao invés de ficarmos em Bristol decidimos visitar Cardiff, a capital do país de Gales. Estávamos ali pertinho mesmo e de carro, então por que não?
Sinceramente não sei se teríamos aproveitado tanto em Bristol, mas em Cardiff foi muito legal. Na verdade fomos para visitar o Castelo de Cardiff. Finalmente conheci um castelo! Foi muito legal.

Dentro do castelo também tem um pequeno museu de armas com muitos objetos interessantes. Passamos a tarde lá e depois voltamos para Bristol.

No outro dia bem cedo levantamos acampamento e partimos em direção a Canterbury, mas com planos de parar em várias cidades ao longo do caminho. Só teve um problema: a chuva.

E não é que a música dos caras é boa mesmo ....

Saindo de Manchester foram apenas uma hora até chegar em Liverpool, e sem dificuldades ou surpresas dessa vez. Só um detalhe, na chegada decidimos por questão de sorte seguir uma placa que aparecia com muita frequência nos direcionando a um tal de Albert Dock. Não tínhamos planejado nada para Liverpool e nem mesmo feito reserva de hotel ou albergue. Pensamos que seria mais emocionante chegar na loca mesmo e procurar um lugar para ficar. Na pior das hipóteses teríamos que dormir no carro. Mas tudo ficou mais fácil quando chegamos ao tal do Albert Dock, pois esse é um dos pontos turísticos da cidade, com museus, galerias de arte, restaurantes e hotéis. Lá consegui um mapa da cidade e informações de como chegar a um albergue e hoteis mais baratos.

Fomos um hotel (Formule 1, bem conhecido no Brasil), pedi para ver o quarto e, “pelas barbas do profeta” como fedia. Me senti na Inglaterra mesmo, hehehehe. Desisti na hora.
Fomos então para o Albergue da juventude com a esperança de encontrar um lugar mais limpo e menso fedido. Era mais limpo e menos fedido sim, mas apenas menos fedido, pois o fedor ainda estava lá. Afinal, estamos na Inglaterra, país onde banho é considerado um crime. Estou quase começando a acreditar nisso!!!!

Mas decidimos ficar por ali mesmo e porque motivo? Grana e a possibilidade de conhecermos outros viajantes para festar na cidade. Já na primeira noite conhecemos um canadense que estava no mesmo quarto que nós e com ele fomos ao famoso pub The Cavern, o pub onde os Beatles começaram a carreira. Esse noite foi incrível! O pub é muito bom, com valor da entrada muito barata (1 libra) e cerveja mais barata que em Canterbury. Sem contar a banda que “interpretava” e cantava as músicas dos Beatles. Os caras mandaram muito bem.  Nos divertimos muito a com baixo custo!

No outro dia como é de se esperar saímos para caminhar, fotografar e conhecer os lugares mais famosos da cidade. E na segunda noite decidimos sair novamente só para variar um pouco. Dessa vez fomos a outro pub, chamado The Grape. Esse é o bar onde os Beatles iam beber antes dos shows, segundo reza a lenda. Nesse bar estava um tiozão tocando rock. Poxa vida, não dá para descrever a sensação de estar nesse bar apreciando uma pint de Guinness Draught e curtindo um rock daquela qualidade. Só estando lá para saber o que significa. Dormi pouco mais feliz naquela noite, pois o no outro dia tínhamos que fazer o check-out até as 10 da manhã e zarpar para o próximo destino: Bristol. Mas não antes de dar um passeio as 8 da manhã pela orla do rio Mersey e comprar umas pequenas lembranças dessa cidade maravilhosa.

Manchester e o caminho até lá

Antes mesmo de chegarmos na estrada já percebi que seria complicado. Eu estava de navegador cuidando dos mapas e tudo mais enquanto o Márcio dirigia a caranga que alugamos para viajar. Mas já na primeira curva saindo da locadora o nosso motorista esqueceu que seu lado esquerdo tinha mais carro que o lado direito e já ia perdendo o retrovisor na traseira de um caminhão que estava estacionado em cima da calçada. Por sorte tive tempo para avisá-lo e ele reagiu bem e conseguiu desviar. Não dá para dirigir como se estivesse no Brasil usando um carro inglês. Para os poucos que não sabem, vale lembrar que no carro inglês a direção fica do lado direito do carro. Isso muda muita coisa. Como outro exemplo, toda hora eu escutava um barulho estranho na porta do motorista. Depois de alguns minutos percebi que era o próprio motorista batendo na porta toda vez que precisava trocar a marcha. Coisa de louco, pois o câmbio nos carros ingleses fica ao lado esquerdo do motorista.

Mas o pior ainda estava por vir. De Canterbury até Manchester são 441 km. Mas não precisou de tudo isso para começarmos a ter emoções. Já na saída da cidade nos perdemos. Caramba como as placas aqui são confusas hehehe. Demoramos um pouco mas encontramos o caminho.

Depois de entrar na estrada foi mais tranquilo, apesar de que o Márcio estava extremamente tenso. Passamos pelos arredores de Londres sem problemas, e enquanto não precisássemos trocar de rodovia não tinha como errar. Mas em algum momento teríamos que trocar de rodovia não é?

E foi logo na primeira que nos ferramos. Um entroncamento onde se encontram várias rodovias. Tínhamos várias opções e em cascata. Estava tudo indo bem, difícil mas bem, até a última curva na qual erramos. Esse erro nos custou mais 60 km de estrada :(

Enfim encontramos o caminho certo e voltamos ao plano inicial. Mas, eis que o Google Maps nos aprova uma. Estávamos seguindo as instruções do Google até então e estava tudo certo. Mas chegando em Birmingham percebi que tinha algo errado no mapa. Na verdade tinha uma inconsistência com o mapa das rodovias e as instruções do Google. Mas como estávamos seguindo as instruções desde o começo decidimos continuar. Isso nos custou mais 70 km, pois seguindo as instruções acabamos circulando a cidade e fazendo uma volta gigante para voltar a quase o mesmo ponto. Por que isso? Por que o Google achou que nós queríamos desviar de um pedágio. Então gastamos em gasolina o dobro do valor do pedágio para dele.  Após isso, voltamos ao curso normal das coisas e ao trajeto inicialmente planejado. Finalizamos a viagem sem mais surpresas.

Chegamos ao hotel salvos e com uma tremenda dor de cabeça. Foram muitas informações para um mesmo dia. Aprender todos os sinais de trânsito usados na Inglaterra, controlar o trajeto, buscar rotas para corrigir os erros .... tudo isso é bem cansativo. Mas no final conseguimos aprender algo. Um detalhe interessante: acostamento por aqui se chama “hard shoulder”, básico mas nós não sabíamos.

Na cidade foi tudo bem. No primeiro dia cumprimos com nosso dever e fomos ao Simpósio. Tinha esquecido de mencionar mas esse era o objetivo inicial da viagem :)

A noite saímos para curtir a cidade  e tomar umas brejas. No outro dia caminhamos muito pelo centro da cidade, fotografamos muitos lugares legais e visitamos museus e galerias de arte. Muito interessante, mas com apenas um dia para conhecer não dá para aproveitar muito. Mesmo com o pouco tempo saí de Manchester com uma boa impressão da cidade.

As 16 hs zarpamos para Liverpool.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Um pouco de diversão

Olá amigos! Alguns devem ter notado que a alguns dias não escrevo algo aqui no blog. O gerenciamento do tempo está complicado, mas mesmo assim vou tentar escrever algo para que vocês tenham notícias do meu paradeiro.

Como alguns (poucos) devem saber dia 20 de abril foi meu vigésimo oitavo aniversário, e para comemorar me dei uma viagem de presente. Na realidade tudo começou com a oportunidade de conhecer Manchester, uma vez que eu iria para essa cidade participar de um simpósio. Mas então eu e meu colega decidimos alugar um carro e fazer dessa viagem um pouco de diversão.

Ao invéz de irmos para Manchester e depois do simpósio voltarmos para casa decidimos conhecer mais algumas cidades. Então fomos para Liverpool, Bristol e Cardiff além de outras cidades bem menores que estavam no caminho. Tenho muito para falar de cada uma dessas cidades, mas como amanhã bem cedo vou zarpar novamente, agora para Dublin capital da República da Irlanda, vou deixar para atualizar as informações quando voltar.

Por hora deixo algumas imagens como aperitivo para que vocês tenham uma vaga idéia de como são essas cidades e como foi minha viagem, além é claro para aguçar a curiosidade de vocês.

Prometo que assim que voltar de Dublin vou escrever mais sobre cada uma dessas cidades e das aventuras que tivemos por lá.

Abraços e até a próxima viagem, digo até o próximo post.

[caption id="attachment_113" align="alignleft" width="476" caption="Trajeto da viagem"]trajeto11
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[caption id="attachment_114" align="alignleft" width="300" caption="Manchester"]manchester
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[caption id="attachment_115" align="alignleft" width="300" caption="Liverpool"]liverpool
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[caption id="attachment_116" align="alignleft" width="300" caption="Cardiff"]cardiff
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[caption id="attachment_117" align="alignleft" width="300" caption="Bristol"]bristol
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[caption id="attachment_118" align="alignleft" width="300" caption="Stonehenge"]stonehenge
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