segunda-feira, 4 de maio de 2009

O fim da diversão

Pois é acabou. Infelizmente acabou.

A vida de mochileiro não tem muito conforto, mas por outro lado é bastante divertido. Além disso consegui finalmente visitar alguns dos lugares que sempre quis conhecer.

Ontem cheguei de Dublin, a capital da República da Irlanda. Essa viagem foi muito cansativa e de certo modo frustrante. Mais detalhes das preripécias e aventuras na Irlanda vou contar nos próximos posts. Peço desculpas aos que estão curiosos por saber os algo sobre Dublin, mas como foi a última cidade a ser visitada, será a última a ser descrita também :( (tudo bem Maikon?)

Lembrem-se que ainda tem Manchester, Liverpool, Bristol, Cardiff e o Stonehenge, necessariamente nessa ordem.

Vou tentar agilizar o processo e antes da próxima viagem já terei escrito sobre essas.

Até o próximo post.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

E as cervejas?

Vocês devem estar pensando que eu parei de beber cerveja já que não tenho mais escrito sobre elas, não é?
Para a minha felicidade isso não aconteceu. Não estou escrendo mais devido as minhas restrições de tempo, mas vou dar um jeito nisso logo logo.
O meu problema agora para atualizar as informações é que eu parei de escrever mas não parei de beber. O que isso quer dizer? Que tenho várias cervejas para descrever!!!!

Vejam:

cervas

Um pouco de diversão

Olá amigos! Alguns devem ter notado que a alguns dias não escrevo algo aqui no blog. O gerenciamento do tempo está complicado, mas mesmo assim vou tentar escrever algo para que vocês tenham notícias do meu paradeiro.

Como alguns (poucos) devem saber dia 20 de abril foi meu vigésimo oitavo aniversário, e para comemorar me dei uma viagem de presente. Na realidade tudo começou com a oportunidade de conhecer Manchester, uma vez que eu iria para essa cidade participar de um simpósio. Mas então eu e meu colega decidimos alugar um carro e fazer dessa viagem um pouco de diversão.

Ao invéz de irmos para Manchester e depois do simpósio voltarmos para casa decidimos conhecer mais algumas cidades. Então fomos para Liverpool, Bristol e Cardiff além de outras cidades bem menores que estavam no caminho. Tenho muito para falar de cada uma dessas cidades, mas como amanhã bem cedo vou zarpar novamente, agora para Dublin capital da República da Irlanda, vou deixar para atualizar as informações quando voltar.

Por hora deixo algumas imagens como aperitivo para que vocês tenham uma vaga idéia de como são essas cidades e como foi minha viagem, além é claro para aguçar a curiosidade de vocês.

Prometo que assim que voltar de Dublin vou escrever mais sobre cada uma dessas cidades e das aventuras que tivemos por lá.

Abraços e até a próxima viagem, digo até o próximo post.

[caption id="attachment_113" align="alignleft" width="476" caption="Trajeto da viagem"]trajeto11
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[caption id="attachment_114" align="alignleft" width="300" caption="Manchester"]manchester
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[caption id="attachment_115" align="alignleft" width="300" caption="Liverpool"]liverpool
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[caption id="attachment_116" align="alignleft" width="300" caption="Cardiff"]cardiff
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[caption id="attachment_117" align="alignleft" width="300" caption="Bristol"]bristol
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[caption id="attachment_118" align="alignleft" width="300" caption="Stonehenge"]stonehenge
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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Quantos ingleses são necessários para trocar uma lâmpada?

Todos já devem ter ouvido ou lido algo parecido, mas em geral relacionado aos portugueses. Aqui é diferente.
Já mencionei em posts anteriores sobre a obsessão dos ingleses por segurança, parece que isso é um fator genético. Mas a duas semanas concluí que é loucura. Mas vou explicar.

A iluminação do quarto que moro é muito ruim. Isso devido a dois fatores: a lâmpada muito fraca e ao "lustre" que impede que a luz saia de dentro dele e ilumine o quarto. Para estudar aqui depois que anoitece é complicado. Mas tudo bem, temos luminárias nas mesas. Essas por sua vez não ajudam muito pois também são muito fracas. Cansados dessa falta de iluminação, eu o o Márcio (quem divide o quarto comigo) tentamos trocar a lâmpada. Isso mesmo, "tentamos", e não conseguimos, pois para tirar o tal do lustre é necessário algum tipo de ferramenta especial. Após esse fracasso ridículo perguntamos ao zelador como trocar a lâmpada e a resposta foi muito simples e direta: Vocês não podem trocar a lâmpada.

Que absurdo. Moro num quarto escuro e não posso trocar a lâmpada do meu quarto. Isso é ridículo. Mas não adiantou a argumentação, pois ele disse que se realmente quero trocar a lâmpada ele teria que solicitar para a gerência do College, a qual iria repassar o serviço para um setor especializado na troca de lâmpadas, para que depois o tarefa fosse atribuída a algum especialista e então, com algum tempo de atraso, o camarada viria até nosso quarto para trocar a lâmpada.

Por que tudo isso?
Por é perigoso os estudantes trocarem as lâmpadas.

terça-feira, 3 de março de 2009

Duvel, a rainha dourada

No Brasil, assim como em muitos outros países, é muito comum o consumo de cervejas. No entanto, diferentemente de outros países como Alemanha, Inglaterra, República Tcheca e Bélgica, não temos muitas variedades de cervejas. Foi isso mesmo que quis dizer, não temos muitas variedades de cervejas, temos sim muitas marcas distintas, mas em geralsão da mesma categoria: Pilsen.


http://www.stellaartois.com/

Há algum tempo comecei a apreciar cervejas e ler algo a respeito. Desde então encontri várias referências sobre cervejas Belgas, sempre muito bem avaliadas e muito desejadas. Porém, para mim, era difícil experimentá-las uma vez que são difíceis de encontrar no Brasil (principalmente em Foz do Iguaçu ou outras cidades pequenas). Nas vezes que as encontrei em supermercados, não tive coragem (entenda dinheiro) para comprar, pois o valor de uma garrafa pequena com cerca de 500 ml custa entre R$ 25,00 e R$ 30,00. Obviamente existem opções mais acessíveis, como a Stella Artois (pronúncia: /ˈstɛlə ɑrˈtwɑː/) que é muito boa na minha opinião, considerando a categoria na qual ela é classificada: Pilsen lager.

Deixando as exceções de lado, o objetivo desse post é inaugurar uma série que vai descrever minhas impressões e um pouco da história das grandes cervejas Belgas que eu tiver oportunidade de conhecer. Para começar, vamos considerar uma cerveja que define a categoria Strong Golden Ale na Bélgica: a Duvel.






duvel1

Eu poderia dizer que a Duvel é uma cerveja Belga que passa por três etapas de fermentação, com 8,5% de teor alcoólico, de coloração dourada, suave e com sabor um tanto quanto complexo. Mas se eu fizesse isso estaria desmerecendo essa preciosidade, ignorando o impacto histórico e as influências que essa cerveja causou na produção Belga e, posteriormente, na mundial.
Nesse sentido, acredito que seja importante relembrar alguns fatos e momentos marcantes da sua história.
Em 1871 Jan-Leonard Moortgat fundou a Cervejaria Moortgat em Puurs, uma pequena cidade entre Bruxelas e Antwerpen. Então, deu início à produção de cervejas que eram vendidas para fazendeiros da vizinhança ou tavernas locais. Em 1880, seus dois filhos Albert e Victor se inserem nos negócios da família, sendo que Albert torna-se um dos mestres cervejeiros.
Após alguns anos, deu-se início a primeira Guerra Mundial (1914). Esse é um fato importante para o nascimento da Duvel, pois durante a guerra muitos soldados britânicos montaram acampamento na Bélgica, e com esses soldados vieram as tão comuns cervejas britânicas "Ales". Influenciado pela popularidade desse estilo de cerveja, Albert decidiu criar uma cerveja semelhante. Para isso foram necessários alguns anos de formulação e experimentação, quando finalmente em 1923 surgiu a "Victory Ale". Esse nome foi escolhido como tributo aos soldados britânicos e norte americanos que lutaram contra a Alemanha na primeira Guerra Mundial.
Apesar da boa intenção, esse nome não foi forte o suficiente para resistir ao comentário de um dos trabalhadores da cervejaria, comentário esse que deu origem ao nome Duvel. Em uma degustação, um dos trabalhadores presentes descreveu a cerveja como "Da's nen echten duvel" (inglês: "Damn, that's a devil of a beer") que poderíamos traduzir como: "Caramba, que cerveja do demônio". A partir desse momento a cerveja passou a ser chamada de Duvel.

duvel_glass

Mas o que há de tão especial nessa cerveja? Um dos segredos está na escolha e mistura dos ingredientes:
Fermento: o fermento sempre tem um papel importantíssimo para a formação do sabor final da cerveja. Para chegar ao fermento ideal, a cervejaria contou com a ajuda de um cientista cervejeiro chamado Jean De Clerck o qual,em 1919,  adaptou e reformulou uma espécie de fermento derivada de um fermento escocês chamado McEwan. Desde então, esse mesmo fermento tem sido utilizado na fabricação da Duvel.
Lúpulo: para ser preciso, na fabricação da Duvel são utilizados dois tipos de lúpulo, o Saaz e o Styrian. O primeiro, de origem Tcheca, é responsável pelo sabor levemente apimentado e é utilizado na fabricação das grandes Pilsens. O segundo, de origem Eslovaca, é muito procurado e também muito raro, contribui para um aroma mais temperado e amargo além de atribuir sabor relativamente floral e delicado. Essa mistura resulta em uma tremenda complexidade em termos de aroma e sabor, característica marcante da Duvel.
Cevada: motivado pela demanda por cervejas Pale (clara), a partir de 1970, Albert Moortgat decidiu utilizar uma cevada de origem francesa (região de Beauce Gatinais), mais clara que a cevada originalmente utilizada. Como resultado da mudança, a Duvel passou a ser tão clara quanto uma cerveja Pilsen, mas com o sabor marcante de uma Ale.
Dados técnicos à parte, eu devo dizer que fiquei muito feliz por ter apreciado essa cerveja. E para ser sincero não vejo a hora de voltar ao pub para tomar mais algumas. Definitivamente, a Duvel é uma das melhores cervejas Ale que já experimentei. Se tiverem oportunidade, bebam!
Quem quiser dados mais precisos e mais detalhados a respeito dessa cerveja deve visitar o site oficial http://www.duvel.be
Vale lembrar que nesse post eu apresento apenas algumas informações a respeito dessa cerveja, mas que não sou nenhum expert no assunto, apenas aprecio o sabor das boas Belgas.